quinta-feira, 30 de junho de 2011

Violência e Doença Mental



































www. bairral.com.br

Palestrantes:

Prof. Dr. Daniel Martins de Barros
Prof. Dr. Renato Luiz Marchetti
Dr. Ivan Capelatto
Profa. Dra. Adriana Fiszman
Profa. Dra. Sandra Scivoletto
Dr. José Gallucci Neto


Pena que as inscrições já se encerraram pois são temas interessantes que vão ser abordados. Mas estarei lá para conferir galera e com certeza repassarei depois aqui no blog as informações.  
Acontecerá neste sábado dia 02/07 durante o dia inteiro em Itapira-SP no Instituto Bairral de Psiquiatria.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

III JORNADA DE ANALISE DO COMPORTAMENTO - BAURU - SP

http://www.jacbauru.com.br/


Estudantes e formados que se interessarem pela abordagem comportamental, segue o link de uma jornada de analise do comportamento, que acontecerá em Bauru nos dias 19 a 21 de agosto 2011, em Bauru-SP, com diversos profissionais com palestras, exposições, mini-cursos bem interessantes e com o preço bem bacana também para os estudantes.

Minicursos confirmados!

1. MARIA DE JESUS DUTRA DOS REIS: “A Psicose na clínica comportamental: Análise funcional e Intervenção.”
2. GIOVANA DEL PRETTE E MARCIO ALLEONI MARCOS: “Orientação Profissional Analítico-Comportamental”
3. MARIA CRISTINA OLIVEIRA MIYAZAKI e NELSON VALÉRIO: “O Psicólogo em Instituições de Saúde”
4. YARA NICO e DENIGÉS REGIS NETO: “Comportamento Verbal e Clínico Análitico Comportamental”
5. ANA CARINA STELKO PEREIRA E SIDNEI PRIOLO FILHO: “Maus-tratos infantis e bullying: Como previnir?”
6. MARCIA KAMEYAMA e VICTOR MANGABEIRA: “Psicoterapia analítica funcional: da prática clínica à supervisão.”



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Uso de Jaleco fora do exercício profissional está proibido por lei

O uso de jalecos, aventais e outros equipamentos de proteção individual (EPI) fora do ambiente de trabalho foi proibido no Estado de São Paulo por lei publicada ontem, dia 9, no Diário Oficial do Estado.
A Lei nº 14.466 impõe multa no valor de R$174,50 a quem desrespeitar a proibição, que está em alinhamento com a Norma Regulamentadora 32 do Ministério do Trabalho, publicada em 2005. De acordo com seu artigo 32.2.4.6.2, “os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais”.





As vestimentas de proteção podem servir de ponte de contaminação entre o ambiente interno e o ambiente externo ao trabalho, pondo em risco a saúde tanto de quem está dentro como de quem está fora do ambiente. A reincidência no delito será punida com multa em dobro.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Entendi melhor a morte", diz Cissa Guimarães sobre a terapia do luto; conheça o tratamento

"A terapia do luto foi fundamental para que eu conseguisse sobreviver à maior dor de um ser humano", diz a atriz Cissa Guimarães, em entrevista exclusiva ao UOL Comportamento, se referindo ao filho Rafael Mascarenhas, que morreu atropelado aos 18 anos, em julho de 2010. "Consegui isso com a ajuda terapêutica de Adriana Thomaz. Com ela, entendi melhor a morte, como fazer a conexão com o amor do meu filho e como reaprender a viver."

A terapeuta Adriana Thomaz define a terapia do luto como o cuidado oferecido a uma pessoa que sofreu uma perda significativa. "O luto é uma fase de transição. Essa terapia, portanto, é uma abordagem comportamental, breve e focal, centrada na pessoa e que dá novo significado à sua vida”, explica ela , que é médica, trabalha na área há mais de dez anos e é a profissional que cuida de Cissa.
Quando iniciada logo após à morte, a terapia do luto é, também, um tipo de aconselhamento para as tarefas básicas, como tomar a decisão de ir ou não ao velório, de ver ou não o corpo, levar as crianças ao enterro (e o que dizer a elas), se será positivo participar de rituais religiosos, voltar ou não para casa e o que fazer com os pertences do ente querido...

"A terapia facilita o reconhecimento dessas tarefas, que não podem ser evitadas ou apressadas, permitindo que o enlutado se organize para elaborar a perda, assim como estabeleça sua rede de apoio e busque sua espiritualidade -religiosa ou não”. Além desse acompanhamento inicial, consultas auxiliam a enxergar a realidade e encarar a vida.
 Adriana passou a atender Cissa Guimarães cerca de três dias após a morte de Rafael. "Em primeiro lugar, tive que detectar os instrumentos que eram mais importantes para ela, que a faziam continuar a ter vontade de viver. Percebi que o trabalho como atriz era vital, assim como o carinho do público", conta a especialista. "Cada caso é um caso, mas, no geral, a abordagem é procurar o que dá sentido àquela vida e tentar reerguer a pessoa", explica.

Cissa Guimarães acha que esse tipo de acompanhamento é de extrema importância para quem passa por perdas graves. "Nosso mundo ocidental lida muito mal com a morte. Precisamos aprender a aceitá-la e transmutar esta dor em força. E é exatamente isso que a terapia do luto nos ensina."
O empresário carioca Fernando Malheiros, de 71 anos, conta que sua mulher, Vera, faleceu em 25 de julho de 2009, depois de 43 anos de casamento. “Eu iniciei o tratamento depois de um ano da perda da minha mulher e posso afirmar que, em três meses de terapia, me tornei outra pessoa. Acho que todos que passam por um trauma como esse deveriam procurar uma ajuda do tipo. Esse tratamento deveria se chamar terapia de vida, já que nos fortalecemos e retomamos nossas rédeas. Na realidade faz com que você perca a culpa de ter ficado vivo enquanto o outro morreu."

Sem medo
 
Segundo Adriana, uma das vantagens da terapia do luto é que o paciente tem um espaço seguro para expressar sua tristeza, sua revolta ou qualquer tipo de sentimento e pensamento sobre a morte, sem receios. O paciente pode chorar, se abrir, deixar de lado o medo de desestruturar os familiares, magoar entes queridos, assustar os filhos e não se preocupa se deve ou não demonstrar suas fraquezas.
"A terapia reassegura ao enlutado que ele não está ficando louco por estar experimentando sentimentos novos, desconhecidos e até contraditórios", resume Adriana, que exemplifica: "Uma viúva que perde o marido, que apresentava demência há anos, fica confusa por se sentir aliviada com sua morte, apesar de profundamente triste". E ela conclui que, no processo, há a preocupação em explicar que cada um tem sua maneira de expressar o luto e não existe certo e errado.

O tratamento

Um paciente da terapia do luto precisa de acompanhamento que varia, geralmente, de três a seis meses. No início do tratamento, o indicado é visitar o profissional duas vezes por semana. Conforme o progresso do paciente, as sessões se tornam semanais e, posteriormente, quinzenais -até que o paciente receba alta. De acordo com a terapeuta Adriana Thomaz, ainda existem poucos especialistas em luto no Brasil (e a maioria atua na capital paulista). Quem sofreu uma perda pode recorrer a outros especialistas. Adriana orienta, porém, que é importante esclarecer o objetivo do tratamento ao médico ou psicólogo e perguntar se ele está apto para fazer esse tipo de acompanhamento.