domingo, 18 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
TCC
Dedico este post a todos os estudantes que chegam ao último ano do curso de Psicologia e ficam na dúvida sobre o que defender de tema para TCC, de trabalha para término de conclusão de curso. Venho compartilhar o quanto é complicado escolher um tema, pois você tem uma leque muito grande de assuntos dos quais gostaria de escrever mas apenas pode falar sobre 1 e ainda tem que afunilar o tema para não ficar muito generalista.
Bom aconselho a todos que por volta do penúltimo ano ja comecem a pesquisar sobre o assunto que pretende falar para realmente ver se tem interesse ou que comecem a ler mais artigos e pesquisas de vários temas para ir determinando sobre o que falar. Para assim não chegar no último ano e ficar na dúvida atrasando todo o processo de escrita.
Quanto ao professor de orientação, escolha aquele que mais lhe agrada que mais tem afinidade, pois assim você tem uma relação de orientador e aluno mai saudável, para poder tirar suas dúvidas quando precisar, afinal ele está lá para te orientar.
Fica a dica e caso alguém queira compartilhar suas experiências de TCC fica a vontade para comentar!
Abraços
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Influência dos pais podem prejudicar na vida sexual do filho.
Se você pensa que o título deste texto tem a ver com aquela vez em que
sua mãe quase lhe deu um flagrante, engana-se. Mais do que surpresinhas
desagradáveis, os pais são –inconscientemente, na maior parte dos casos–
coautores da nossa vida sexual, o que inclui prazeres e problemas que
vão de ejaculação precoce à dificuldade de relaxar. A raiz de tudo está
na infância. De acordo com o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo
Rodrigues Martins Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, há
dois tipos de repressão. O primeiro é o de pais com padrões rígidos e
controladores. O segundo caracteriza-se por pais que consideram a
expressão da sexualidade negativa e errada.
"Nem todos os filhos submetidos a tais condições se sentirão reprimidos sexualmente, mas, em especial, os que desenvolverem o mecanismo de tomar o conceito dos pais como o verdadeiro, sem considerar alternativas", explica o especialista. A criança pode passar a evitar contatos sociais que conduzam a situações, comportamentos e emoções ligados ao sexo. “Na idade adulta, tais indivíduos poderão ter dificuldade para reconhecer seu desejo, inibição ao se expressar sexualmente diante do parceiro e, muito provavelmente, não conseguirão ter prazer", afirma a terapeuta sexual Cristina Romualdo, do Instituto Kaplan, de São Paulo.
"Nem todos os filhos submetidos a tais condições se sentirão reprimidos sexualmente, mas, em especial, os que desenvolverem o mecanismo de tomar o conceito dos pais como o verdadeiro, sem considerar alternativas", explica o especialista. A criança pode passar a evitar contatos sociais que conduzam a situações, comportamentos e emoções ligados ao sexo. “Na idade adulta, tais indivíduos poderão ter dificuldade para reconhecer seu desejo, inibição ao se expressar sexualmente diante do parceiro e, muito provavelmente, não conseguirão ter prazer", afirma a terapeuta sexual Cristina Romualdo, do Instituto Kaplan, de São Paulo.
Para o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, professor da
Faculdade de Medicina do ABC, os pais deveriam se encarregar da educação
sexual dos filhos –que consiste em explicações sobre anatomia e
fisiologia– e da orientação sexual –que analisa o tema de modo global,
incluindo as relações com as outras pessoas e suas consequências. “Isso
ajudaria a enfrentar todos os problemas diários que levam o ser humano à
depressão, entre outros conflitos emocionais", afirma.
Seguindo essa lógica, uma mulher que foi educada de forma repressora
tem grandes chances de sentir dificuldade em obter o orgasmo. Já um
rapaz pode não ter ereção por se sentir obrigado a ter um desempenho
espetacular diante da parceira. E, assim como a repressora, uma educação
excessivamente permissiva também pode gerar distúrbios na vida sexual
adulta. A quem tudo é permitido, qualquer tipo de prazer se transforma
em algo fácil e óbvio demais.
Relações desastrosas
|
Pais com escolhas amorosas desastrosas também podem influenciar os
filhos, pois a maior parte das pessoas imita o modelo de
relacionamento. Há, porém, quem faça o contrário: o modelo é seguido às
avessas. "Durante a adolescência, o jovem diz e tenta fazer o contrário do que os pais aparentam, mas, geralmente, após os 20 anos de idade, as pessoas estabilizam-se nos padrões imitados dos pais. Casais com relacionamentos conturbados, provavelmente, terão filhos que repetirão esse padrão", afirma Oswaldo Rodrigues. Os especialistas são unânimes ao sugerir a psicoterapia como melhor método para enfrentar o passado e os padrões assimilados na infância, para ter uma vida sexual sadia. Porém, o primeiro passo pode ser dado é abrir o jogo com o parceiro ou com um amigo. Começar a avaliar os próprios sentimentos, necessidades e desejos, esquecendo a opinião alheia também ajuda. “O passado não pode ser mudado, mas é possível mudar o futuro através de atitudes", diz Valéria Walfrido. |
Frases que machucam
As pessoas reagem, mesmo sem se de dar conta, de acordo com o que acham correto, ideal, segundo Celso Marzano, referindo-se ao ensinado pelos pais. “Todos os medos, as dúvidas e as inibições interferem diretamente no desejo, na excitação e no orgasmo, já que o sexo é essencialmente uma resposta sensorial."
Uma garotinha que a vida inteira se sentiu responsável pelo fato de a
mãe ter abandonado sonhos e projetos, por ter engravidado precocemente,
pode sofrer na vida adulta com o medo de engravidar e colocar um filho
indesejável no mundo. “Na cama, poderá ter dificuldade de sentir prazer,
ao relacionar o sexo com a procriação", exemplifica a terapeuta
Cristina Romualdo. "Um menino que sempre ouviu o pai dizer que as
mulheres são interesseiras, dificilmente, verá futuras parceiras de
maneira diferente."
As frases pejorativas ou preconceituosas que os pais costumam dizer
também ficam gravadas na memória. Exemplos não faltam: “Homem tem que
aguentar, no mínimo, três transas em uma noite”, “Mulher que gosta de
sexo é promíscua”, “Quem usa roupa provocante está querendo sexo",
“Macho não nega a fogo” etc. O mesmo acontece com reclamações ouvidas na
infância, do tipo: "Você não serve para nada" ou "Você atrapalhou minha
vida", que causam danos à autoestima.
Na opinião da terapeuta sexual Valéria Walfrido, de Recife, embora a
sociedade atual aparente ser mais permissiva e avançada, os padrões
repressores ainda se repetem. “Existe um grande percentual de mulheres
que sequer tocam intimamente o próprio corpo e jamais chegaram ao
orgasmo. Mentem até para a amiga mais próxima, pois se sentem
envergonhadas e incapazes."
Para o sexo masculino, a ansiedade de mostrar grande performance ainda existe, tornando-os inseguros. “Muitos homens, mesmo com muito desejo, se sentem acuados diante de parceiras mais liberais, por conta daquilo que aprenderam na infância”, diz o sexólogo carioca Amaury Mendes Jr. "O medo se reflete em pouca ou nenhuma ereção."
Para o sexo masculino, a ansiedade de mostrar grande performance ainda existe, tornando-os inseguros. “Muitos homens, mesmo com muito desejo, se sentem acuados diante de parceiras mais liberais, por conta daquilo que aprenderam na infância”, diz o sexólogo carioca Amaury Mendes Jr. "O medo se reflete em pouca ou nenhuma ereção."
http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2012/01/02/influencia-dos-pais-pode-estar-prejudicando-sua-vida-sexual.htm
domingo, 18 de dezembro de 2011
Autismo
Segundo Kanner em 1943 existe um consenso em torno do entendimento de que o que
caracteriza o autismo são aspectos observáveis que indicam déficits na
comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos e
áreas restritas de interesse. Essas características estão presentes
antes dos 3 anos de idade, e atingem 0,6% da população, sendo quatro
vezes mais comuns em meninos do que em meninas.
Para o tratamento podemos pensar:
- A gravidade do autismo oscila bastante, porque as causas, não sendo as mesmas, podem produzir significativas diferenças individuais no quadro clínico. Desta forma, o tratamento e o prognóstico variam de caso a caso.
- Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal.
- O transtorno autista é permanente, até o presente momento, não tem cura.
- O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.
- Um tratamento adequado é baseado na consideração das co-morbidades para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo.
- A terapêutica pressupõe uma equipe multi- e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.
- A base da terapêutica presume o envolvimento da família.
- A farmacoterapia continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos indivíduos necessitarão utilizar medicamento.
- Não existe medicação e nem tratamento específicos para o transtorno autista.
- O sucesso do tratamento depende exclusivamente do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos.
- A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.
- Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.
- O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém outras características poderão surgir com a evolução do indivíduo. Portanto se aconselham avaliações sistemáticas e periódicas.
- É fundamental o investimento no SER HUMANO com autismo, toda a intervenção produzirá benefícios significativos e duradouros.
- Nunca deixe de acreditar no potencial do indivíduo com autismo.
- TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children) é um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa a independência e ao aprendizado.
- PECS (Picture Exchange Communication System) é um método que se utiliza figuras e adesivos para facilitar a comunicação e compreensão ao estabelecer uma associação entre a atividade/símbolo .
- ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis e desenvolver habilidades.
- Medicações: O uso medicamento deve ser prescrito pelo médico, e é indicado quando existe alguma comorbidade neurológica e/ou psiquiátrica e quando os sintomas interferem no cotidiano.Mas vale ressaltar que até o momento não existe uma medicação específica para o tratamento de autismo. É importante o médico informar sobre o que se espera da medicação, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possíveis efeitos colaterais.
Existem diversas escalas de avaliações de autismo segue abaixo algumas delas:
ADI-R
ADI-R é a sigla para Autism Diagnostic Interview-Revised ou Entrevista Diagnóstica para o Autismo Revisada. Trata-se de uma entrevista diagnóstica semi-estruturada concebida para ser aplicada no principal cuidador da criança com hipótese de transtorno global do desenvolvimento (TGD). Tem o objetivo de fornecer uma avaliação ao longo da vida de uma série de comportamentos relevantes para o diagnóstico diferencial de TGD em indivíduos a partir dos 5 anos até o início da idade adulta e com idade mental a partir dos 2 anos de idade. A ADI-R é composta por cinco seções: perguntas introdutórias; questões sobre comunicação (inicial e atual); sobre desenvolvimento social e o brincar (novamente inicial e atual); investigação sobre comportamentos repetitivos e restritos (todos pontuados, tanto para os atuais como para os que sempre aconteceram), e um número reduzido de questões relativas a problemas de comportamento em geral.
CARS
CARS é a sigla para Childhood Autism Rating Scale ou Escala de Avaliação do Autismo na Infância. Trata-se de uma escala com 15 itens que auxiliam o diagnóstico e identificação de crianças com autismo, além de ser sensível na distinção entre o autismo e outros atrasos no desenvolvimento. A sua importância é baseada na capacidade de diferenciar o grau de comprometimento do autismo entre leve, moderado e severo
ABC OU ICA
O Autism Behavior Checklist (ABC) é uma lista contendo 57 comportamentos atípicos (Krug et al., 1980). No Brasil, a lista foi traduzida, adaptada e pré-validada com o nome de Inventário de Comportamentos Autísticos (ICA) (Marteleto & Pedromônico, 2005). A lista foi concebida para a triagem inicial de crianças suspeitas de ter TGD e foi padronizado, por meio das observações dos professores das crianças. Alguns estudos utilizaram o questionário em forma de entrevista com os pais e cuidadores. O objetivo do ABC/ICA é ajudar no diagnóstico diferencial das crianças suspeitas de ter TGD e encaminhá-las a tratamentos interventivos adequados.
ASQ OU SCQ
O Social Communication Questionnaire (SCQ) ou Questionário de Comunicação Social, anteriormente chamado de Autism Screening Questionnaire (ASQ) ou Questionário de Rastreio do Autismo, foi desenvolvido por Rutter e Lord, é uma seleção de 40 perguntas respondidas pela principal cuidador de crianças a partir de 4 anos
Entre outros mais escalas de avaliações, que podem ser melhor lidas no seguinte site: http://www.ama.org.br/site/pt/escalas.html
Qual a probabilidade de ter autista na família:
Os estudos genéticos indicam um elevado risco de recorrência do transtorno autismo na mesma família de 2% a 13,8%, o qual chega a ser 200 vezes superior ao risco da população em geral.
De acordo com estudos com famílias, o risco de autismo é maior entre os irmãos de indivíduos com o transtorno, dos quais 2 a 5% também apresentam a condição. Este risco é 50 a 100 vezes maior ao da população em geral.
O risco de que estes irmãos tenham filhos com autismo é desconhecido, mas parece lógico que esta probabilidade também seja maior a da população em geral.
Investigações científicas demonstram haver risco de várias alterações relacionadas ao desenvolvimento entre os familiares dos indivíduos com autismo, principalmente doenças de origem psiquiátrica, neurológica e genética, entre elas: transtornos relacionados a substâncias, transtornos do humor (afetivos), transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade, transtornos de conduta, transtornos da comunicação, transtornos de aprendizagem, esquizofrenia, retardo mental e epilepsia.
Alguns comportamentos de autistas:
Estava atualizando a minha rede no LinkeDin e um dos grupos que eu sigo de Psicologia Clinica, encontrei esse video da turma da mônica explicando algum dos comportamentos do autista e achei bem legal, segue abaixo:
Muitas das informações que estão nessa postagem sobre autismo foram tiradas dos sites abaixo, pois quando fui pesquisar algumas coisas para escrever achei tudo muito completo não tinha nem como alterar por isso acabei copiando muitas coisas de lá, os sites constam com mais assuntos como palestras e grupos bem interessantes para quem tiver interesse em estar aprofundando mais no assunto.
http://www.ama.org.br/site/
http://www.autismo.com.br/principal.php
domingo, 13 de novembro de 2011
Psicologia e Alzheimer
Retomando as postagens no blog!
Algum tempo venho escutando alguns desabafos de uma amiga com relação a um parente que já com uma idade avançada desenvolveu algum tempo Alzheimer. Neste final de semana estive em contato com essa amiga minha e começou a me relatar alguns sinais avançados que estão aparecendo e também a rotina diária de cada um dos membros da família para cuidar, o quanto isso altera toda a rotina.
Com isso resolvi pesquisar um pouco sobre o assunto relacionado ao sintomas do alzheimer em relação também com o cuidador.
A causa mais freqüente de demência é a
Doença de Alzheimer (DA), representando 50% a 70% dos casos. A
prevalência da DA após os 65anos de idade duplica a cada cinco anos. É uma doença neurodegenerativa e progressiva. A doença é caracterizada pela alteração do comportamento, do cognitivo, dos pensamentos, da memória e do raciocínio. Dividindo em 3 graus: leve, moderado e grave. Cada grau exigindo cada vez mais dos cuidados de um terceiro.
80% dos cuidados com pessoas DA são integrantes da família, mas pesquisando sobre o assunto não existe uma definição correta do que é o cuidador, encontrei definições como:
- O cuidador é quem dá suporte físico e psicológico, fornecendo ajuda prática, se necessário Grafstrom, Fratiglioni, Sandman e Winblad (1992).
- Petrilli (1997) define cuidador como a pessoa diretamente responsável pelos cuidados do paciente - normalmente a esposa, um dos filhos ou outro parente, ou, ainda, uma pessoa contratada para a função.
- Garrido e Almeida (1999), o cuidador é definido como o principal responsável por prover ou coordenar os recursos requeridos pelo paciente.
A medida que os cuidados vão aumentando o cuidador passa a admnistrar as áreas financeiras, medicamentos, aumentando também os cuidados de higiene pessoal, banho e até mesmo a alimentação. Exigindo muito esforço psicológico do cuidador pois toda a tarefa fica de responsabilidade dele causando um impacto também, 46% dos cuidadores acabam procurando o serviço de saúde para tomar psicotrópicos como antidepressivos e antipsicóticos. Apresentam também uma piora na saúd física e imunológico. 60% dos cuidadores podem desenvolver
sintomas físicos e psicológicos. Os sintomas físicos mais comuns são:
hipertensão arterial, desordens digestivas, doenças respiratórias e
propensão a infecções. Sintomas psicológicos freqüentes são:
depressão, ansiedade e insônia.
Etapas que a família passa:
- A princípio, a família não sabe o que está acontecendo diante das manifestações de déficit do paciente, gerando sentimentos de hostilidade e irritação. Do outro lado, o paciente pode perceber as próprias deficiências, correndo o risco de deprimir-se.
- À medida que a doença vai evoluindo, ocorre a busca por um diagnóstico, porém, nem sempre os familiares o aceitam rapidamente, podendo negá-lo, na tentativa de recuperar a "pessoa de antes".
- Após a aceitação do diagnóstico, pode haver uma sensação de catástrofe.
- Podem ocorrer três posicionamentos indesejáveis entre os familiares: superproteção, evasão da realidade e expectativas exageradas com relação ao desempenho do paciente. Os parentes que fazem evasão da realidade, ou seja, negam a doença, são geralmente os que mais sofrem; já os que assumem a função de cuidador tendem a monopolizar a função, colocando-se na posição de serem os únicos a fazer as coisas e abdicam de qualquer atividade que represente uma satisfação pessoal, acabando " heroicamente estressados". Quando o paciente não reconhece mais seus familiares há um primeiro luto para a família, devido à " morte social do paciente" . O segundo luto ocorre com a morte biológica do ente querido.
Os cuidadores que tem um suporte social, que estão frequentando atividades na comunidade, que participam de grupos de apoio, tem uma melhora adaptação a função de cuidador tendo mais satisfação e um nível de estresse e depressão muito menor dos que não buscam apoio e nem informação.
Estratégias de intervenções para o cuidador:
- Grupos de apoio;
- Grupos psicoeducacionais;
- Terapia familiar;
- Terapia Individual;
Gostaria também de complementar pois muita gente desconhece os sintomas de cada etapa da doença e acha que é somente a perda de memória mas não, abaixo segue os sintomas:
1ª Fase da Doença:
- A perda de memória de curto prazo (dificuldade em lembrar fatos aprendidos recentemente);
- O paciente apresenta alteração no desempenho da capacidade de dar atenção a algo, da flexibilidade no pensamento e no pensamento abstrato;
- Perda da memória episódica (ou autobiográfica – lembrar-se do que fez no domingo, por exemplo);
- Certa desorientação de tempo e espaço. A pessoa não sabe onde está nem em que ano está, em que mês ou que dia. Nessa fase, pode-se observar apatia, como o sintoma bastante comum.
2ª Fase - considerada como Demência inicial:
- Aumentam a dificuldade em reconhecer e identificar objetos (agnosia) e a execução de movimentos (apraxia).
- A memória semântica (de fatos acontecidos no mundo e história geral, significado das palavras e coisas) e a memória implícita (memória de como fazer as coisas) não são tão afetadas como a memória de curto prazo (recente) e a memória de longa duração episódica (autobiográfica ou história da própria vida);
- Diminuição do vocabulário e dificuldade falar, que levam a um empobrecimento geral da linguagem;
- O paciente pode parecer desleixado ao efetuar certas tarefas simples do dia-a-dia (escrever, vestir-se, lembrar de tomar a medicação etc.) devido à dificuldade de fazer a sequência dos movimentos necessários para completar uma tarefa;
- A continência urinária e os cuidados diários com higiene precisam ser realizados junto com o paciente;
- Os problemas de comportamento são comuns e se agravam diante de situações não familiares, cansaço, surpresas e por vezes em determinados períodos do dia (como por exemplo, no fim de tarde);
- As atividades físicas devem ser mantidas em horários regulares, realizadas por profissional especializado, com frequência de 3 a 5 vezes por semana.
3ª Fase:
- A degeneração progressiva dificulta a independência;
- A dificuldade na fala torna-se evidente devido à impossibilidade de se lembrar de vocabulário;
- Progressivamente, o paciente vai perdendo a capacidade de ler e de escrever e deixa de conseguir fazer as mais simples tarefas diárias;
- O paciente pode deixar de reconhecer os seus parentes e conhecidos;
- A memória de longo prazo vai-se perdendo e alterações de comportamento podem se agravar. As manifestações mais comuns são a apatia, irritabilidade e instabilidade emocional, chegando ao choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência ao cuidado;
- Presença de ilusões/alucinações.
4ª Fase - Fase final:
- Completamente dependente das pessoas que tomam conta dele;
- A linguagem está agora reduzida à simples frases ou até as palavras isoladas, levando, eventualmente, a perda da fala;
- A agressividade ainda pode estar presente, e a apatia extrema e o cansaço são resultados bastante comuns;
- Os pacientes podem não conseguir desempenhar as tarefas mais simples sem ajuda, tal como levar o copo à boca. Este estágio é seguido pelo término da vida, causado não pela Doença de Alzheimer, mas por outro fator externo (pneumonia, por exemplo).
sábado, 22 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
SICKO - S.O.S Saúde - Michael Moore
Assisti semana passada um filme que chama SICKO - S.O.S Saúde do Michael Moore e recomendo, é um documentário fascinante sobre o sistema público de saúde dos americanos.
Por gentileza os poucos que acessam esse blog e sempre acompanham as postagens gostaria que respondesse no comentários qual a visão ou a impressão que vocês tem do sistema único de saúde (SUS) do Brasil e a visão de vocês de como deve ser o sistema público de saúde la dos Estados Unidos?
E indico este filme para vocês assistirem, assim como eu muitos vão mudar de idéia não totalmente mas muitas coisas vão mudarm em relação ao tratamento no Brasil que é oferecido de graça. Primeiro só vou fazer a indicação do filme e aguardar pelo menos algum comentário para depois eu discutir sobre o filme.
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