domingo, 9 de setembro de 2012

Redes Sociais e a sua interatividade com os Adolescentes



Alguns meses atrás eu coloquei um comentário a respeito da escolha do tema do TCC, quando estamos finalizando o nosso curso de graduação. Para aqueles um momento de alegria e para outros pavor! No meu caso uma mistura dos dois, pois não sabia sobre o que falar no meu TCC e ao mesmo tempo feliz por estar chegando ao final do curso de 5 anos! Ufa acabando, mas e a escolha do tema, não sabia!
Conversava com alguns amigos para saber qual o tema deles, mas nenhuma me interessava, até que um dia pensando, pois todo mundo estava falando sobre assuntos que já haviam sido discutidos por outros alunos ou até mesmo autores já haviam defendido o tema. Assuntos que poderiam encher um biblioteca grande apenas de livros sobre o mesmo assunto.
http://faqsocial.org/wp-content/uploads/2012/08/facebook.jpegEntão pensei em fazer algo diferente que estive mais atual, parei e pensei! o que mais se tem discutido e falado nas rodas é a palavra FACEBOOK e ORKUT (hoje não muito mais ainda se falam) e quem mais fala essas palavras são os ADOLESCENTES. Então resolvi juntar tudo isso em um TCC, discutir a interação dos adolescentes nas redes sociais frente ao olhar da Psicologia. Entender porque as redes sociais chamam tanto atenção dos adolescentes e fascina tanto até mesmo os adultos.
Claro que já existe alguns autores que começaram a discutir o assunto, mas pouca literatura a respeito. Nesse post, a intenção é começar a discutir um pouco sobre o que venho escrevendo e pesquisando sobre o assunto, inclusive já fiz um complemente referente a palestra do Dr. Ivan Capelatto que sitei no post anterior, um parte que ele cita o facebook. Então vamos iniciar!

                                            http://www.blindfiveyearold.com/wp-content/uploads/2011/03/facebook-peoplerank.png
As redes de relacionamento, ou como são conhecidas por várias pessoas, redes sociais, tem crescido cada vez mais no Brasil, é importante observar como se deu a iniciação da internet no Brasil até o surgimento das redes de relacionamento mais atuais como Orkut e Facebook. 

Para Matte (2001) a Internet atualmente possui diversas utilidades, uma vez que é um meio de pesquisa, trabalho e diversão para muitos ou até mesmo uma mistura de tudo isso. Com a facilidade de utilização e acesso que possui, quem ignorá-la irá ter dificuldades em certos momentos que se fará necessário o uso da tecnologia. Muitos meios de comunicação têm se modificado juntamente com a Internet que vem crescendo todos os dias de maneira intensa.   


Os adolescentes de hoje não brincam mais como antigamente, com brinquedos que quebravam, eram trocados com outros amigos. Hoje existe um elevado grau de informatização que envolve até os brinquedos. As crianças e os adolescentes de hoje querem ter um perfil de acesso seja no Orkut, Twitter ou no Facebook, acessar jogos online interativos com outras pessoas, trazendo diversão e interatividade entre os usuários. Mas a Psicologia traz a percepção do quanto isso é saudável ou inadequado para o desenvolvimento emocional e intelectual do adolescente que ainda está em fase de desenvolvimento, de transição de muitas fases ou rituais pelos quais atravessa no percurso da vida, o quanto a Internet permite de interatividade e o quanto ela exclui certos momentos da vida do usuário, para tornar-se um vício cada vez mais desejável por muitos (Matte 2001). 

Diante dessas questões tem-se a presença de autores que afirmam sobre a geração das comunidades, de grupos e da criação da subjetividade da identidade de si mesmo. Fica a pergunta do “Quem sou eu?” como estabelecida na criação do perfil do usuário do Orkut, fazendo muitos refletirem e às vezes não terem resposta (Manning, 1997).

O CRESCIMENTO DO MUNDO VIRTUAL 

O Facebook foi criado em fevereiro de 2004, fundado por Mark Zuckerberg e por seus colegas de quarto da faculdade Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes. A composição do site foi inicialmente limitada pelos fundadores aos estudantes da Universidade de Harvard, mas foi expandida para outras faculdades na área de Boston, da Ivy League e da Universidade de Stanford. O site gradualmente adicionou suporte para alunos em várias outras universidades antes de ser aberto aos estudantes do ensino médio e, eventualmente, para qualquer pessoa com 13 anos ou mais. Em fevereiro de 2012, o Facebook tinha mais de 845 milhões de usuários ativos. (Junior, 2012).
O Orkut era restrito somente para membros que eram convidados por atuais usuários do site ou de outros serviços do Google. Já nos cinco primeiros meses o site contava com dois milhões de usuários cadastrados. Em março de 2007, já contava com cerca de 40 milhões. Atualmente conta com 50,60% de usuários brasileiros, sendo 53,48% de usuários entre 18 e 25 anos com 44% em interesse para fazerem mais amigos (Coscarelli, 2007).


FONTE: http://www.orkut.com/Membersall.aspx  

ADOLESCENTE E SEU PROCESSO EVOLUTIVO
 O transcurso da vida do ser humano passa por diversas fases, em que cada uma faz parte do crescimento físico e emocional, e a adolescência está inserida neste processo evolutivo. É um período de formação da própria identidade, visto que é a transição entre a infância, caracterizada pela inocência e dependência, e a idade adulta, com a maturidade. 
1.      Pré-adolescência - dos 10 aos 12 anos;
2.      Adolescência inicial - dos 13 aos 15 anos;
3.      Adolescência média - dos 16 aos 18 anos;
4.      Última adolescência - dos 18 aos 21 anos.
  A adolescência é uma fase de profunda crise existencial. Daí a imprecisão e a instabilidade psicológica do jovem. A infância e a idade adulta, apesar da complexidade de sua maneira de ser, são fases evolutivas nitidamente diferenciadas, cujas características pessoais são muito mais claras e precisas do que as da adolescência. A característica própria do adolescente é, justamente, não haver estabelecido sua identidade. A raiz mais profunda de sua dificuldade em ser compreendido está na perplexidade com que se encontra diante de si mesmo (Minelli, s.d., p.1).
De acordo com Marques (1979), o comportamento do adolescente, depende da compreensão que se tem do comportamento de outra pessoa e, a partir daí, será a sua maneira de reagir a este comportamento. Correlacionando com as redes sociais, sempre se faz isso em todos os comentários que são exibidos nos perfis de usuários, colocam-se respostas referentes ao assunto tratado, mas de forma subjetiva, de acordo com os processos cognitivos aprendidos ao longo do desenvolvimento com as figuras de referências e com as experiências passadas. Sempre que alguém coloca um comentário de ordem de sentimentos afetuosos desagradáveis ou agradáveis, a sociedade irá fazer os comentários da mesma maneira que foi exibido, como uma forma de reação dos ideais. É visível nas páginas de perfis a quantidade de comentários postados quando se coloca algo desagradável que esteja acontecendo até mesmo sobre a vida particular dos usuários. Todos os comentários relacionados terão o mesmo tipo de sentimento e compreensão. 
Entre vários outros autores irão discutuir sobre o precesso de desenvolvimento iniciando no infantila até chegar ao adolescente, passando pelas fases de transições do desenvolvimento, também sobre os rituais de passagens que muitos passam em diferentes culturas, como formação da sua identidade. Mas no séc atual, esses ritos de passagens e fases de transições tem acontecido de outras formas não mais como antigamente, hoje as crianças vivem em função das redes sociais. Tudo é compartilhado e exporto nas redes sociais, para os amigos e até mesmo estranhos. Muito dos adolescentes tem adicionado mais de 200 amigos em sua rede social, mas na verdade tem amizade mesmo pessoalmente com 10 ou nem isso. Adolescentes gostam de usar as redes sociais como forma de exposição, parar expor a quantidade de "amigos" que tem, as fotos de festas que frequentam e viajens, de uma forma sempre imagens positivas, idealizando uma vida sempre feliz, impossibilitada de situações negativas (Marques, 1979).

http://blog.hubspot.com/Portals/249/images/5600215736_b6d0ac73a9.jpg

Marques (1979) diz que o desenvolvimento social do adolescente tem uma intensidade de desejos, o que faz com que ele necessite aproximar-se das pessoas e estabelecer reações mais profundas. As festinhas são muito apreciadas e “ter amigos” passa a ser como um troféu exibido pelo adolescente, como um objetivo constante, pois para ele o isolamento é como uma rejeição, que ele procura evitar ao máximo. Às vezes até tolera comportamentos de amigos que não são aceitáveis para si, mas acaba concordando, simplesmente para não estar sozinho, seja em uma festa ou em qualquer outro ambiente. Por isso a importância dos pais estarem sempre dialogando com seus filhos a respeito dos acontecimentos diários na vida dos mesmos, para compreender as situações e as emoções que estão vivenciando, já que estes já passaram pelo mesmo momento.   
Também é importante ressaltar a relevância da orientação dos responsáveis dos adolescentes, no uso da Internet para a forma adequada de utilizar, a forma saudável, sendo para pesquisas escolares e de informações para aderir conhecimentos, para jogos em momentos de diversão e para o uso de comunicação como as salas de bate papo e as redes de relacionamentos é importante à presença dos responsáveis orientando para que não seja informado dados pessoais, como telefone, endereço, números de documentos, fotos que exponham o corpo, encontrar com amigos virtuais que não conhecem em locais isolados, tomar cuidado com quem está conversando e qual o conteúdo da conversa, etc.  Qualquer tipo de informações que seja de ordem particular tanto do usuário quanto de membros da família. Sendo assim prevenindo que o usuário receba qualquer tipo de convites e ameaças virtuais e até mesmo que a sua imagem seja exposta de forma inadequada.
Devido à falta de comunicação que existe atualmente é possível encontrar muitos comentários em que os adolescentes expõem seus sentimentos, pensamentos e atitudes. Muitas vezes os responsáveis nem sabem o que está acontecendo e através das redes de relacionamento tudo é jogado para fora de uma forma terapêutica em que o adolescente sente alívio em expor para os amigos o que está acontecendo em sua vida, pois naquele grupo do qual ele participa, as pessoas são iguais e não há rejeição, e os mesmos irão apoia-lo e confortá-lo. Ao longo do crescimento, porém, é possível formular a sua identidade pessoal (Cairoli e Gaue, 2009).
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9IWz7et0upZ7yh3j1VF9-d2Cs_lkwWADRd03l2NaRSZsvzvaBJkj9ZjtDVB7WaDMMsG5YB0abnbNbTOnouYz9wiFwrhHdknYXMe-AJtO0OzkEZkE1AXyEXGgQb92mnBYLTX1T0dfKkQqO/s1600/5+dicas+para+dar+Feedback1.jpg


 






CONTINUAREI NOS PRÓXIMOS TÓPICOS.... ACOMPANHEM...

- DISCUTIREI SOBRE A ESCRITA DOS ADOLESCENTES NAS REDES SOCIAIS
- REFLEXOS DO MUNDO VIRTUAL NA VIDA DO ADOLESCENTE.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 de AGOSTO - Dia do Psicólogo




Neste dia gostaria de parabenizar a todos os  Psicólogos que existem, pois é o nosso dia.

A todos Psicólogos, professores de Psicologia e aos alunos que fazem parte também dessa grande área. 


PARABÉNS




O profissional de psicologia é, como o próprio nome da teoria sugere, um conhecedor da mente humana. A palavra deriva do grego e significa psyche (mente ou alma) e logos (conhecimento), ou seja, "ciência da alma": sua definição mais antiga.
Tudo começou com os filósofos, os primeiros a fazer especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo.
Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos.
Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".














sábado, 25 de agosto de 2012

AFETIVIDADE COMO SAÚDE MENTAL



Nesta quinta-feira (23/08) fui em uma palestra em Piracicaba-SP na prefeitura, com o Dr. Ivan Capelatto, um grande Psicólogo com uma bagagem enorme de conhecimento em crianças e adolescentes.
Vou comentar um pouco sobre o que foi discutido na palestra.

Capelatto, faz uma referência sobre a frustração de hoje com antigamente no século XVIII, com as crianças da forma que se vestiam, no século anterior, as crianças se vestiam como adultos e eram tratadas e cuidadas como reis, embora tendo uma educação muito rígida, com muitos limites, as moças se casam cedo e os homens iam para trabalho, cuidar dos negócios da família. Nesta época havia respeito e educação, mesmo com os limites exagerados. Diferente da modernidade que vivemos, em que não tem mais respeito pelos próximos e nem por familiares, que são a nossa base. As crianças e os adolescentes de hoje tem uma tolerância muito baixa a frustração, vemos na televisão exemplos de namorado que matou a namorada porque ela quis terminar o relacionamento, às vezes nem de muito tempo, vemos também como citou Capelatto, adolescentes que se matam por não conseguir ouvir um NÃO ou porque foi privado de algo que queria muito e os pais barraram.
Mas a família também não tem tido evolução, muitos pais estressam porque o filho começa a chorar de madrugada enquanto recem nascido ou porque o filho faz uma birra quando é pedido algo. Temos muitos exemplos de pais que batem em filhos nessas situações e até mesmo pais que acabam matando o filho.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjELccr8z3mZ5-CkCd1F4U_vtN5peG3jO1FMbqSE5yt2tgq4VY7PQcAUiikmDAn7IOt5hVaw0I0XOzkaTsqX9RStj10rd6-rjFfiECbU9lufoQwk0q7StyDqvYoR3rdrFJ_RqVpUfbrr-0/s1600/am%25C3%25ADgdala.jpg

 Amigdala = Forma-se aos 45 dias fetal, serve como uma proteção para o ser humano. A ansiedade, motivação e o medo, nos protege. Essa é a função da amigdala cerebral. Quando nascemos a amigdala está funcionando por inteira, corretamente. Toda vez que for estimulada a maneira que será exposta é através da raiva. Quando uma criança saudável é exposta a alguma ansiedade, alguma privação, algum estimulo de frustração vai gerar Raiva.

Ex1: Uma criança de 3 anos que está brincando em algum lugar e a mãe/pai vai tirar a criança para tomar banho, a criança saudável vai fazer birra, chorar, esperniar, xingar... mas vai tomar banho, com raiva porque gerou ansiedade. Para os pais, eles vão entender isso como um problema que a criança tem. Através da raiva que vai gerar, acabam descontando na criança, xingando-a, batendo-a, mal tratando, punindo-a.





https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisCSrnCTZLlV54SPu2rvFOEKMHo-4PWogT2yDT9uVAkDed0lNrKZp1yrcFDJqS771jPati1fzBV30C2JTh1Zx8NW5npQpDkblEAfH1FzAehCDNVM6OMTRVIjyvHjyXhxmCLCcMA80ptC8R/s1600/crian%25C3%25A7a.jpg


Ex2: Lesão na amigdala - (porque teve algum lesão, algo que prejudicou a formação da amigdala) Uma criança que é chamada para tomar banho e aceita tudo de primeiro, sem questionar, sem brigar. Chama para "tomar banho - vamos mamãe", "vamos comer filha - vamos mamãe", "vamos dormir - vamos mamãe" Tem uma depressão aí. Embora os pais achem isso maravilhoso porque é comportado, não faz escandâlo, não briga, não esperneia, todo mundo elogia "nossa como seu filho é calminho, não chora e é comportado, que gracinha de criança" 


Ex3: Uma adolescente que sempre lava copo depois, que é comportadinha, que não briga enquanto a irmã é um inferno de comportamento! está sempre criticando, brigando, desrespeitando, mas tem comportamento também ajustados para a idade. A irmã comportadinha que todos elogiam - depressão - suícidio, enquanto a famíla não percebe.

Tudo em excesso é prejudicial.

AFETO: Dinãmica descoberta por Freud - pulsão de vida e pulsão de morte.

Amor e o medo de perder que vai durar para o resto da vida.

Ex: Uma adolescente acorda de manhã e tem uma prova da qual não estou nada (portanto ela está com MEDO se ela está com medo ela está com RAIVA) e começa a tomar o seu café da manhã e a mãe já cedo diz para filha toda brava "não vai falar bom dia para sua mãe, não" a filha desesperada com a prova diz "falar bom dia porque?" e as duas começam a discutir já cedo - em razão do medo da adolescente que está com a prova que não estudou e a mãe por não entender os motivos da filha, o restante da família estão dormindo ou alguém acorda e tenta intervir também é punido verbalmente pela mãe. 

Ex: Aqueles dias em que os filhos estão super entendendo um com o outro, não estão brigando e a mãe estranha toda aquela situação e acha que algo de ruim vai acontecer, afinal está tudo diferente dos dias anteriores. A mãe solta sem querer, dizendo sobre a nota ruim do filho em tal disciplina para o marido e começa toda aquela briga. AFETO (medo de perder - raiva)


 A base da afetividade é o medo de perder, calculamos o quanto o nosso pai, namorado(a), etc, nos amamos pela quantia do medo de perder. Seja através de palavras ou corporal.

O contrário de afeto é a indiferença e as crianças, adolescentes vão buscar isso na escola, então às vezes aqueles alunos que estão bagunçando, fazendo lição de forma errada podem estar na indiferença e muito dos professores acabam não percebendo o que está aconecendo e sempre mandam para diretoria com suspensão.

A ansiedade, o medo gera a raiva - que também vai gerar a ANGÚSTIA = É UMA EMOÇÃO IMPORTANTE QUE TODO SENTEM, AQUELA SENSAÇÃO DE VÁZIO - FIM DE ALGO. 

                                          https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-wAizJbk-8oxGoL64zObF6bAyvwYT0CUehO09ARao7zse1mpbo4UvhEGPX-pQYct46WMbnhBllwwX1dDroqV-LVeSF6zO-sSiTO_n2pPBHHrmdm9u9lEUnnyefh_JS84Ci9RAlSefEzz8/s1600/10%252B-%252BFinal%252Bdo%252Bdia.JPG
Ex: Final do dia, hora de ir dormir, domingo a noite, festa de aniversário (cantar parabéns final da festa).

Ex: Está acabando o dia a noite, está chegando a hora de dormir e a mãe chama o filho de 3, 4 anos (criança saudável) para escovar o dente para dormir, ai o filho fala "ja vou" e a mãe chama de novo brava. A criança vai para o banheiro mas com resistência, chegando perto do banheiro, ele fala pra mãe que tem que uma lição da escola que esqueceu de fazer. (FIM DE ALGO - ENCERRAR O DIA) ae a mãe vai ficar com RAIVA (por não entender a angústia do filho).

Ex: Em uma festa de aniversário de crianças entre 4 a 10 anos, vem aquela mulher dizendo que é hora de cortar o bolo (FIM DE ALGO - FESTA) e essa situação geralmente acontece bem no auge em que as crianças estão brincando. As crianças saudáveis todas correm para o lado oposto do bolo, para não cantarem parabéns e aquelas mães ficam loucas tendo que buscar o filho que começa a dar trabalho.

Ex: Domingo de noite terminando Fantástico, a pessoa começa a arrumar gavetas, arrumar a casa, assitir um filme que sabe que  não vai terminar de assistir. (ANGÚSTIA DO FINAL DE SEMANA - TER QUE TRABALHAR OUTRO DIA).


A angútia nos dá 2 direções:

1 - FALA (temos que falar sobre essa angústia, colocar para fora - sempre acabam procurando alguém em quem confiam, se sentem confortáveis para colocar para fora o que está sentindo).

Ex: Filho que chegam em casa irritado, liga o som alto, bate porta e ae o pai vai ver o que está acontecendo (AFETO - medo/ansiedade = raiva) o filho vai xingar o pai, mandar embora, ser agressivo, mas o pai vai permanecer lá sentado do lado dele em silêncio e depois o filho vai FALAR qual é a sua angústia.

2 - ATRAVÉS DE SUBSTÂNCIAS LÍCITAS OU ILÍCITAS

- Lícitas: medicações como calmantes, ansiolíticos, etc.

- Ilícitas: drogas

Ex: Pessoas que saem do serviço e vão para happy hour e acabam bebendo exageradamente, efeito disso depois é que a angústia vai passar e a pessoa fica feliz.

Ex: Vai na casa do amigo e usa maconha, que tem efeitos que agem no SNC (sistema nervoso central) causando relaxamento, tirando a angústia no momento do efeito da droga.

Muitos casos de pessoas bêbadas, é porque não conseguem colocar para fora a angústia, seja para esposa(o), pais, amigos...

Para entender a angústia, terá a agressão que o medo de perder algo. 

--------------------------------------//------------------------------------------

A virtualidade também tira a Angústia, porque na virtualidade não há fim, no facebook, jogos, não há fim. Adolescentes estão passando horas na frente do computador em frente das redes sociais, devemos parar  para pensar: Porque isto está ocorrendo? O que está faltando? O que precisa ser melhorado?
                                  
Qual problema maior na virtualidade: Tem que ter limite no uso, ter começo e fim, para não se tornar dependente, aqueles que se mantém preso na virtualidade de forma excessiva, não conseguem desenvolver afetividade, convívio social.

A virtualidae em excesso vai provocar uma cisão psicótica,que é a perda da noção da realidade. Tudo que o nosso cérebro vê, ele recolhe e trata como realidade, quem faz a separação do que é real e do que não é, nosso psiquísmo.

Quem fica no computador, video game, amizade virtual começa a parar de ter o domínio do controle do psiquísmo sobre o cerébro. Não distinguindo realidade de fantasia. Temos hoje a despersonalização = corte do psiquísmo com o corpo.

----------------------------------------------------//-------------------------------------------------

Não é sinal de saúde se ajustar a uma sociedade doente.

Não é porque a sociedade admite adolescentes bebendo exageradamente em festas de menores de idade, que os pais tem que concordar com isso e permitirem que seus filhos co-particiem dessa sociedade doente. Assim como outros exemplos que vemos muito por aí.

                                           http://w.gasperi.blog.uol.com.br/images/sociedade-doente.jpg

 ------------------------------------------//--------------------------------------------------













domingo, 19 de agosto de 2012

A música e as suas implicações para a saúde



Todo mundo ao dia seja ao acordar, durante o dia, a noite ou até mesmo na hora de ir dormir, sempre está ouvindo aquela música que gosta ou aquela playlist preferida! A música está presente na nossa vida desde sempre em qualquer momento em qualquer cultura humana e sempre associada às emoções. Nos sentimos alegres, tristes, com raiva, ansiosas, calmas, etc. Cada um tem uma reação emocional ao ouvir determinada música.

"...nosso amor pela música reflete uma habilidade ancestral de nossos cérebros em transmitir e receber sons emocionais básicos biologicamente relevantes e de efetuar...movimentos rítmicos de nosso aparato motor instintivo/emocional evoluídos para indicar certos estados que possam promover ou prejudicar nosso bem estar" (Panksepp e Bernatzky)

A música é o comportamento que mais envolve áreas cerebrais distintas, incluindo as áreas linguísticas no hemisfério esquerdo e áreas visuo-espaciais e motoras em ambos os hemisférios. Cognitivamente tem seus efeitos terapêuticos na melhora da produção verbal em pacientes afásicos, na melhora da qualidade de vida, da depressão e da ansiedade em pacientes com demência, na comunicação em crianças autistas, na melhora da função motora após acidente vascular cerebral, já foram confirmados melhoras significativas em pacientes com Parkinson, devido ao poder emocioanal-afetivo da música.



                                       

Assim como fala acima a música ativa as emoções seja positivas como negativas.

Emoções musicais negativas ativam o giro parahipocampal e a amígdala e estão associados a liberação de noradrenalina e a correlatos neurofisiológicos do comportamento de fuga ou medo. 

Emoções positivas: ativam áreas cerebrais envolvidas no comportamento de recompensa/prazer, sistema mesolímbico e mesocortical com mediação dopaminérgica, como a área tegmental ventral e o córtex orbitofrontal.

A audição de música relaxante/prazerosa incrementa a recuperação das funções respiratórias e cardiovasculares e diminui o nível de cortisol após o estresse, reduz a ansiedade, a depressão e possui efeitos analgésicos.

A música é uma grande ferramenta terapêutica de baixo custo e baixo risco, com efeitos positivos significativos na própria plasticidade cerebral na atenção, no processo semântico, na memória, nas funções motoras e nas emoções.

A música pode e deve ser usada tanto em casos clínicos de lesões cerebais e doenças degenerativas, como em intervenções sobre transtornos do comportamento e emocionais, e finalmente em intervenções psicopedagógica.

É ISSO AÍ, VAMOS TODOS OUVIR MÚSICA!!!



Fonte: Andrade, P.E, Konkiewitz, E.C. (2011). Fundamentos neurobiológicos da música e suas implicações para a saúde. Revista Neurociências, 7 (3). (pp.171).