domingo, 19 de agosto de 2012

A música e as suas implicações para a saúde



Todo mundo ao dia seja ao acordar, durante o dia, a noite ou até mesmo na hora de ir dormir, sempre está ouvindo aquela música que gosta ou aquela playlist preferida! A música está presente na nossa vida desde sempre em qualquer momento em qualquer cultura humana e sempre associada às emoções. Nos sentimos alegres, tristes, com raiva, ansiosas, calmas, etc. Cada um tem uma reação emocional ao ouvir determinada música.

"...nosso amor pela música reflete uma habilidade ancestral de nossos cérebros em transmitir e receber sons emocionais básicos biologicamente relevantes e de efetuar...movimentos rítmicos de nosso aparato motor instintivo/emocional evoluídos para indicar certos estados que possam promover ou prejudicar nosso bem estar" (Panksepp e Bernatzky)

A música é o comportamento que mais envolve áreas cerebrais distintas, incluindo as áreas linguísticas no hemisfério esquerdo e áreas visuo-espaciais e motoras em ambos os hemisférios. Cognitivamente tem seus efeitos terapêuticos na melhora da produção verbal em pacientes afásicos, na melhora da qualidade de vida, da depressão e da ansiedade em pacientes com demência, na comunicação em crianças autistas, na melhora da função motora após acidente vascular cerebral, já foram confirmados melhoras significativas em pacientes com Parkinson, devido ao poder emocioanal-afetivo da música.



                                       

Assim como fala acima a música ativa as emoções seja positivas como negativas.

Emoções musicais negativas ativam o giro parahipocampal e a amígdala e estão associados a liberação de noradrenalina e a correlatos neurofisiológicos do comportamento de fuga ou medo. 

Emoções positivas: ativam áreas cerebrais envolvidas no comportamento de recompensa/prazer, sistema mesolímbico e mesocortical com mediação dopaminérgica, como a área tegmental ventral e o córtex orbitofrontal.

A audição de música relaxante/prazerosa incrementa a recuperação das funções respiratórias e cardiovasculares e diminui o nível de cortisol após o estresse, reduz a ansiedade, a depressão e possui efeitos analgésicos.

A música é uma grande ferramenta terapêutica de baixo custo e baixo risco, com efeitos positivos significativos na própria plasticidade cerebral na atenção, no processo semântico, na memória, nas funções motoras e nas emoções.

A música pode e deve ser usada tanto em casos clínicos de lesões cerebais e doenças degenerativas, como em intervenções sobre transtornos do comportamento e emocionais, e finalmente em intervenções psicopedagógica.

É ISSO AÍ, VAMOS TODOS OUVIR MÚSICA!!!



Fonte: Andrade, P.E, Konkiewitz, E.C. (2011). Fundamentos neurobiológicos da música e suas implicações para a saúde. Revista Neurociências, 7 (3). (pp.171).


sábado, 30 de junho de 2012

PSICOLOGIA FORENSE: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO CRIMINAL


CURSO DE PSICOLOGIA FORENSA PELA INFINITY LOCALIZADO EM LIMEIRA-SP

PARA QUEM SE INTERESSAR NO CURSO BASTA ENTRAR NO SITE DA INFINITY, QUE APARECE NA IMAGEM E INSCREVER-SE.


domingo, 3 de junho de 2012

Franquia de Seminários antitabaco promete fim do vício sem síndrome de abstinência.



O nome parece até uma provocação: Método Fácil de Parar de Fumar.


Desde março, uma franquia brasileira dos seminários Easyway criados pelo inglês Allen Carr (1933-2006) está operando em São Paulo.
Presente em mais de 50 países, o empreendimento se baseia em palestras em grupo ou individuais e promete, em seis horas, fazer os clientes fumarem o último cigarro sem sofrer com a abstinência.

Se a pessoa não conseguir parar, tem direito a mais dois encontros em até três meses, tudo incluído no pacote (que custa cerca de R$ 500). Se mesmo assim não der certo, o dinheiro é devolvido. É o que afirma Lilian Brunstein, 45, arquiteta que ministra os seminários no Brasil.
Simon Plestenjak/Folhapress
Fabiano Souza, 38, empresário, que de 20 a 25 cigarros por dia ele passou a zero; leia mais
Fabiano Souza, 38, empresário, que de 20 a 25 cigarros por dia ele passou a zero; clique e saiba mais
"Os fumantes têm pavor de parar porque a sociedade, a propaganda e a lavagem cerebral dizem que vai ser difícil", afirma.
A reportagem foi convidada a participar de um seminário do Easyway contratado para uma rede de academias de ginástica, em São Paulo.
O dono do negócio, François Engelmajer, 45, conheceu o método nos EUA e baixou em seu computador um vídeo comprado no site internacional do Easyway.
Ele fumou por mais de 30 anos e parou após assistir à apresentação pelo computador. "Fumei o último cigarro e não quis mais saber disso." Decidiu dividir a descoberta.
O grupo com cerca de 15 fumantes se reuniu em uma sala da academia, em Moema, na semana passada.
Lilian deu início aos trabalhos lembrando a história do criador do método, Allen Carr, que fumava entre 60 e cem cigarros por dia. Em seu livro "The Easy Way to Stop Smoking" (esgotado no Brasil), Carr afirmava que seu sangue era até amarronzado pela falta de oxigenação.
Depois de mais de 30 anos lutando contra o vício, Carr, que morreu de câncer de pulmão, dizia que havia parado sem sofrimento ao desvendar os mecanismos da dependência física e psicológica.

SUPORTÁVEL

Simon Plestenjak/Folhapress
Clozel Ferreira, 58, após 40 anos fumando, diz que está subindo pelas paredes
Clozel Ferreira, 58, após 40 anos fumando, diz que está subindo pelas paredes; conheça a história
O princípio básico do "tratamento" é: a síndrome de abstinência de nicotina não é tão ruim, mas se torna um sofrimento porque a pessoa acredita que vai ser difícil.
A ideia é desconstruir as associações que os fumantes fazem com o ato de fumar: o cigarro relaxa, ajuda na concentração, faz companhia. O discurso tenta substituir essas associações pelo simples fato de que as pessoas fumam porque são dependentes.
Nas seis horas do encontro, há pausas para fumar. Na primeira, todos "pulam" da cadeira imediatamente. Nas outras, algumas pessoas nem chegam a sair. Na última, muitos estão convencidos de que vão parar. Os participantes são convidados a jogar os cigarros fora e viver como não fumantes.

COM ACOMPANHAMENTO

A cardiologista Jaqueline Issa, responsável pelo programa de tabagismo do Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo), vê esse tipo de programa com desconfiança.
"Essas coisas alternativas me preocupam porque afastam as pessoas da abordagem médica", afirma ela.
Issa diz que a síndrome de abstinência é uma doença que precisa de tratamento. Para fumantes com níveis altos de dependência, é preciso usar remédios.
"Privá-los de um tratamento adequado é uma prática antiética." Para ela, o acompanhamento médico e psicológico e a prescrição de drogas como vareniclina (Champix) ou reposição de nicotina (patch ou chicletes) são a melhor forma de evitar o sofrimento da abstinência.
"Quando passam pela abstinência sem assistência e falham, muitos ficam tão traumatizados que não tentam mais parar."
Ela lembra, no entanto, que há vários níveis de dependência. A abordagem motivacional pode funcionar nos casos menos graves.
"Tudo que incentive a parar é bom, mas não se pode esperar efeito milagroso."
Colaboraram FELIX LIMA e GIULIANA VALLONE

sábado, 3 de março de 2012

TCC

Dedico este post a todos os estudantes que chegam ao último ano do curso de Psicologia e ficam na dúvida sobre o que defender de tema para TCC, de trabalha para término de conclusão de curso. Venho compartilhar o quanto é complicado escolher um tema, pois você tem uma leque muito grande de assuntos dos quais gostaria de escrever mas apenas pode falar sobre 1 e ainda tem que afunilar o tema para não ficar muito generalista.
Bom aconselho a todos que por volta do penúltimo ano ja comecem a pesquisar sobre o assunto que pretende falar para realmente ver se tem interesse ou que comecem a ler mais artigos e pesquisas de vários temas para ir determinando sobre o que falar. Para assim não chegar no último ano e ficar na dúvida atrasando todo o processo de escrita. 
Quanto ao professor de orientação, escolha aquele que mais lhe agrada que mais tem afinidade, pois assim você tem uma relação de orientador e aluno mai saudável, para poder tirar suas dúvidas quando precisar, afinal ele está lá para te orientar.

Fica a dica e caso alguém queira compartilhar suas experiências de TCC fica a vontade para comentar!

Abraços

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Influência dos pais podem prejudicar na vida sexual do filho.

Se você pensa que o título deste texto tem a ver com aquela vez em que sua mãe quase lhe deu um flagrante, engana-se. Mais do que surpresinhas desagradáveis, os pais são –inconscientemente, na maior parte dos casos– coautores da nossa vida sexual, o que inclui prazeres e problemas que vão de ejaculação precoce à dificuldade de relaxar. A raiz de tudo está na infância. De acordo com o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Martins Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, há dois tipos de repressão. O primeiro é o de pais com padrões rígidos e controladores. O segundo caracteriza-se por pais que consideram a expressão da sexualidade negativa e errada.

"Nem todos os filhos submetidos a tais condições se sentirão reprimidos sexualmente, mas, em especial, os que desenvolverem o mecanismo de tomar o conceito dos pais como o verdadeiro, sem considerar alternativas", explica o especialista. A criança pode passar a evitar contatos sociais que conduzam a situações, comportamentos e emoções ligados ao sexo. “Na idade adulta, tais indivíduos poderão ter dificuldade para reconhecer seu desejo, inibição ao se expressar sexualmente diante do parceiro e, muito provavelmente, não conseguirão ter prazer", afirma a terapeuta sexual Cristina Romualdo, do Instituto Kaplan, de São Paulo.
Para o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, professor da Faculdade de Medicina do ABC, os pais deveriam se encarregar da educação sexual dos filhos –que consiste em explicações sobre anatomia e fisiologia– e da orientação sexual –que analisa o tema de modo global, incluindo as relações com as outras pessoas e suas consequências. “Isso ajudaria a enfrentar todos os problemas diários que levam o ser humano à depressão, entre outros conflitos emocionais", afirma.
Seguindo essa lógica, uma mulher que foi educada de forma repressora tem grandes chances de sentir dificuldade em obter o orgasmo. Já um rapaz pode não ter ereção por se sentir obrigado a ter um desempenho espetacular diante da parceira. E, assim como a repressora, uma educação excessivamente permissiva também pode gerar distúrbios na vida sexual adulta. A quem tudo é permitido, qualquer tipo de prazer se transforma em algo fácil e óbvio demais.

Relações desastrosas

Pais com escolhas amorosas desastrosas também podem influenciar os filhos, pois a maior parte das pessoas imita o modelo de relacionamento. Há, porém, quem faça o contrário: o modelo é seguido às avessas.

"Durante a adolescência, o jovem diz e tenta fazer o contrário do que os pais aparentam, mas, geralmente, após os 20 anos de idade, as pessoas estabilizam-se nos padrões imitados dos pais. Casais com relacionamentos conturbados, provavelmente, terão filhos que repetirão esse padrão", afirma Oswaldo Rodrigues.

Os especialistas são unânimes ao sugerir a psicoterapia como melhor método para enfrentar o passado e os padrões assimilados na infância, para ter uma vida sexual sadia. Porém, o primeiro passo pode ser dado é abrir o jogo com o parceiro ou com um amigo.

Começar a avaliar os próprios sentimentos, necessidades e desejos, esquecendo a opinião alheia também ajuda. “O passado não pode ser mudado, mas é possível mudar o futuro através de atitudes", diz Valéria Walfrido.

Frases que machucam

As pessoas reagem, mesmo sem se de dar conta, de acordo com o que acham correto, ideal, segundo Celso Marzano, referindo-se ao ensinado pelos pais. “Todos os medos, as dúvidas e as inibições interferem diretamente no desejo, na excitação e no orgasmo, já que o sexo é essencialmente uma resposta sensorial."
Uma garotinha que a vida inteira se sentiu responsável pelo fato de a mãe ter abandonado sonhos e projetos, por ter engravidado precocemente, pode sofrer na vida adulta com o medo de engravidar e colocar um filho indesejável no mundo. “Na cama, poderá ter dificuldade de sentir prazer, ao relacionar o sexo com a procriação", exemplifica a terapeuta Cristina Romualdo. "Um menino que sempre ouviu o pai dizer que as mulheres são interesseiras, dificilmente, verá futuras parceiras de maneira diferente."
As frases pejorativas ou preconceituosas que os pais costumam dizer também ficam gravadas na memória. Exemplos não faltam: “Homem tem que aguentar, no mínimo, três transas em uma noite”, “Mulher que gosta de sexo é promíscua”, “Quem usa roupa provocante está querendo sexo", “Macho não nega a fogo” etc. O mesmo acontece com reclamações ouvidas na infância, do tipo: "Você não serve para nada" ou "Você atrapalhou minha vida", que causam danos à autoestima.
Na opinião da terapeuta sexual Valéria Walfrido, de Recife, embora a sociedade atual aparente ser mais permissiva e avançada, os padrões repressores ainda se repetem. “Existe um grande percentual de mulheres que sequer tocam intimamente o próprio corpo e jamais chegaram ao orgasmo. Mentem até para a amiga mais próxima, pois se sentem envergonhadas e incapazes."

Para o sexo masculino, a ansiedade de mostrar grande performance ainda existe, tornando-os inseguros. “Muitos homens, mesmo com muito desejo, se sentem acuados diante de parceiras mais liberais, por conta daquilo que aprenderam na infância”, diz o sexólogo carioca Amaury Mendes Jr. "O medo se reflete em pouca ou nenhuma ereção."


http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2012/01/02/influencia-dos-pais-pode-estar-prejudicando-sua-vida-sexual.htm